Sobre acessibilidade

Serviços

Início >> Artigos
29/01/2020 - 18:30

Jovens que cumprem medidas socioeducativas no Centro de Adolescentes em Semiliberdade, localizado no Distrito de Icoaraci, pertencente a Belém, participaram na manhã desta quarta-feira (29), ao lado de seus familiares, da palestra sobre as consequências do uso e abuso de drogas, promovida pela Coordenadoria de Prevenção, Tratamento e Redução de Danos de Consumo de Drogas (Cenpren), vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

A atividade teve como objetivo alertar sobre os danos provocados pelo consumo de drogas lícitas e ilícitas, como doenças respiratórias e infecciosas, insuficiência renal e distúrbio mental. “O acesso à informação é um diferencial para o adolescente que faz ou não uso de narcóticos. Saber o que essas substâncias podem causar no corpo pode ajudá-los a sair do ciclo vicioso ou desistir de ter o primeiro contato”, ressaltou o técnico em Gestão de Esportes do Cenpren, Ulisses Lima.

Escolha - Ainda segundo o gestor, é na adolescência que se estabelecem hábitos que serão levados para a vida adulta. O consumo de substâncias químicas inicia de forma lenta e, geralmente, é motivada pela necessidade de se encaixar em grupos sociais. “O mundo das drogas é uma escolha. Às vezes, a pessoa usa por influência dos colegas. Mas se você colocar na cabeça que isso não presta, e que não vai fazer bem pra tua saúde, ninguém vai te forçar a usar qualquer tipo de droga”, afirmou um dos adolescentes.

Para a dona de casa Roberta Silva, 40 anos, a atividade educativa servirá a ela, e a outros pais, para que orientem melhor os filhos sobre o assunto. “A luta que eu e outras famílias temos é diária para tirar nossos filhos dessa situação, porque o acesso às drogas é muito fácil. A cada esquina tem uma ‘boca de fumo’. Então, quanto mais conhecimento, melhor”, declarou Roberta Silva.

A palestra contou com a participação da equipe técnica que atua na unidade do CAS, de servidores da Sejudh e jovens que cumprem medida socioeducativa e seus familiares. “Ter esse apoio da equipe do Cenpren e da Sejudh é muito gratificante, porque precisamos unir forças para que a ressocialização desses jovens seja feita da melhor forma possível”, frisou a pedagoga e gestora do CAS, Cleidiane Monteiro.

 

Por: Sabrina Rayol, ( revisado pelo NCS)

Resumo: 
.