Sobre acessibilidade

Serviços

Início >> Artigos
14/11/2018 - 21:45

Cultivar a paz: desconstruir mitos e preconceitos em torno da violência contra a mulher é o tema deste ano da Campanha preventivo-educativa de 16 dias de Ativismo, que ocorreu na E.E.E. F. M Dom Alberto Gaudêncio Ramos, em Ananindeua, nesta manhã, 14. A iniciativa do Governo do Estado contou com a participação de diversas instituições que prestaram serviços de emissão de RG, Carteira de Nascimento, Carteira de Trabalho, orientação jurídica, além de e teste rápido para HIV, Hepatites B e C e verificação de pressão arterial.

A Campanha de16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher acontece desde 2003, com o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade. Para a Coordenadora de Integração de Políticas para Mulheres da Sejudh, Maria Tavares da Trindade a campanha possui políticas públicas de importante efeito para a sociedade. “Atualmente estamos com 16 Delegacias da Mulher implantadas no estado, além do Pro Paz Mulher que presta um atendimento humanizado à mulher vítima de violência doméstica, sexual e familiar, essas políticas nos possibilitam a continuar lutando e conscientizam a sociedade” afirma.

A assistente social do Pro Paz de Ananindeua Rosana Moraes ressalta a importância de ter espaços especializados para acolhimento e proteção deste grupo vulnerável. “Desde 2003 com a criação da Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal que trouxe uma série de investimentos nesta política com a criação de delegacias especializadas, já no Pará as ações são recorrente e de bastante efeito para o enfrentamento contra a violência”, disse.

Pela manhã alunos de 17 escolas da Rede Pública de Ensino de Ananindeua fizeram apresentações de trabalhos e peças teatrais com a temática da campanha. A estudante do 9º ano da E.E.E.F.M Paraense Maria Antônia de Oliveira, de 16 anos, utilizará tudo o que aprendeu em sala de aula para ajudar e informar a quem desconheça seus direitos. “Eu fiquei muito triste quando o professor disse que antigamente somente os homens podiam estudar, nós não tínhamos espaço e nem direito de nada, tudo o que aprendi sobre os nossos direitos eu vou lembrar pra sempre e vou falar para toda a minha família e comunidade”, declara.

A diretora da E.E.E.F.M Dom Alberto Gaudêncio Ramos, Marilene Amorim acredita que debater este tema com os alunos, traz benefícios capazes de mudar a realidade de muitos jovens e suas famílias. “Aqui na escola o debate sobre a violência contra a mulher é trabalhado paralelo ao conteúdo programático e esta sensibilização transforma a realidade deste individuo que está em processo de formação de caráter, é gratificante ver o empenho deles para serem cidadãos melhores”, ressalta.

Resumo: 
.